[VxOm] Neutralidade #7

Day 6,032, 14:18 Published in Brazil Croatia by Thirak
Dia 6032 do Novo Mundo, 26/05/2014

Em sequência ao último artigo, falando sobre alianças e o cenário geral do eMundo, trago hoje alguns pontos sobre as nações neutras - e o que elas representam neste mundo polarizado. Conto com a participação, através de uma breve entrevista, do excelentíssimo presidente da república do eBrasil, Rafael Lemann e também do Presidente & Ditador da eVenezuela, um país que recentemente declarou sua neutralidade, Uzielg.


Vamos começar com uma definição simples e provinda da gloriosa Wikipédia - para estabelecer um chão comum entre autor e leitor:

"Um país neutro é um Estado que mantém uma política de neutralidade em relação aos beligerantes em uma guerra específica ou se mantém permanentemente neutro em todos os possíveis conflitos futuros (inclusive evitando entrar em alianças militares...)"

Tendo em vista a recém-saída de diversos países da CODE, o eMundo parte para uma nova era em sua história, altamente polarizado em favor da ASTERIA. Entre os países que deixaram a CODE e adotaram uma posição de neutralidade podemos citar: Hungria, Grécia, Argentina e França.

Entre outros países, que já haviam posturas de neutralidade, podemos destacar: Túrquia, Itália, Chile e Brasil - estes estão entre os 20 países com maior dano terrestre e/ou aéreo do eMundo na última semana, demonstrando sua relevância.

Afinal, o que leva países a posições de neutralidade?

A exemplo da Argentina e França, que organizaram a dissidência da CODE em acordos de não agressão com seus algozes, há também países de menor expressão - mas muita relevância em sua representação para áreas de interesse, como veremos a seguir - que firmam acordos semelhantes.

O atual ditador da eVenezuela, Uzielg, concedeu uma entrevista ao VoxOmni, após seu país decretar um NAP com a aliança ASTERIA.

VxOm: A NAP has been sealed between ASTERIA and eVenezuela. This shows great diplomacy skills to make your country able to have relief after being occupied. How did your MoFA team and ASTERIA reach a common accord to be settled, was it something you were already looking for or did you grasp the opportunity when it showed up?

Uzielg: Indeed, the recent Non-Aggression Pact (NAP) with ASTERIA marks a significant milestone in our diplomatic efforts. Upon reassuming governmental management, I encountered numerous deficiencies, including the lack of a complete team in the Ministry of Foreign Affairs (MoFA). Therefore, I worked tirelessly to engage in a constructive dialogue with ASTERIA, seeking common ground and mutual understanding. Although the NAP was not something we were actively seeking, as we were requesting a channel of neutral recognition and respect, we recognized the opportunity for dialogue when it arose. Through diplomatic channels and in an atmosphere of mutual respect, we were able to negotiate terms that provide relief and stability to our nation.

VxOm: As a neutral country, and knowing the limits of the NAP with ASTERIA, how can eVenezuela grow its influence in South/Latin America?

Uzielg: As a neutral country, our mission remains to promote peace, stability, and cooperation in South America/Latin America. Although the NAP with ASTERIA sets certain limits, it also provides an opportunity for us to strengthen diplomatic ties and foster partnerships with our neighboring countries. By actively participating in diplomatic initiatives, we aim to enhance our influence and contribute positively to regional development.

VxOm: Completing my last question, in the past months, CODE has lost members and the eWorld now has "neutral" powers that are more aligned with the dominant side. In your opinion, what can we expect from these countries in the future?

Uzielg: The evolution of global alliances presents both challenges and opportunities for neutral countries. As we observe changes in loyalties and the emergence of new power dynamics, it is essential for neutral nations to maintain a firm stance and actively participate in diplomatic efforts to safeguard our sovereignty and interests. While the future actions of these "neutral" powers may vary, it is crucial for us to remain vigilant, adaptable, and committed to defending our values of neutrality and cooperation.

O acordo entre ASTERIA e eVenezuela, que pode ser lido na íntegra clicando aqui, tem entre seus pontos a liberação de regiões originais eVenezuelanas, a abertura de TWs com países da aliança e proibição de abertura de TWs com países fora da aliança.

Mesmo entre estas imposições do acordo, no artigo o presidente deixa claro:

"Es fundamental entender que este Pacto de No Agresión no implica que estemos adoptando una postura pro-Asteria. Más bien, estamos acordando una tregua, con la condición de asegurar nuestra parcial liberación.".

Ficam aqui os desejos do VoxOmni para que esta nova fase da eVenezuela tenha bons resultados e o agradecimento pessoal ao Uzielg por conceder esta entrevista.



Palácio Itamarity, casa da diplomácia nacional.

O eBrasil goza de uma boa disposição no cenário geopolítico, mantendo - no momento de redição deste artigo - 16 TWs simultâneas, representando um expoente diplomático e a manutenção das boas relações internacionais.

Para esta 7ª edição do VoxOmni, contamos com uma entrevista com o atual Presidente da República, Rafael Lemann, focando na gestão política internacional.

Confira, agora, a entrevista completa:

VxOm: O eBrasil é uma nação relevante no cenário internacional, e já se envolveu nas grandes batalhas que houve durante a eHistória do mundo. Nos últimos tempos, entretanto, adotou uma postura de neutralidade - sendo um pioneiro. Atualmente, como o governo vê a situação do eBrasil em questões geopolíticas?

R.L.: Venho acompanhando as disucssões sobre neutralidade no feed há um tempo, mas como um verdadeiro neutro, esperei me perguntarem pra emitir a minha opinião 🙂. O mundo, (tanto eMundo, quanto o real) não se divide sempre em dois lados. Historicamente países entram em conflito por divergências e quando essas divergências envolveram o Brasil, participamos de conflitos. Quando não nos dizem respeito, não nos envolvemos. A neutralidade é também uma forma de um estado se posicionar. Veja a história do confronto ASTERIA x CODE por exemplo. Eu estaria mentindo se não dissesse que recebemos (bem mais que) um convite para entrarmos em alianças. Mas por que entraríamos? Temos um excelente relecionamento com a maioria das nações das duas aliança. Algumas mais próximas, outras mais distantes, pouquíssimas ruins, mas em geral não temos um motivo para quebrar esse relacionamento com um lado e entrar ao outro.

Essa é a parte "política" da resposta, mas não a única. Existem outros fatores. Por exemplo, o social. Somos um país imenso, com vários jogadores e objetivos diferentes: uns buscam números individuais como patentes, recursos (em moeda, ouro, empresas, EBs, etc), danos, e por aí vai. Outros não se importariam de entrarmos em conflitos - acho importante que sejam ouvido também, para que o debate seja sadio e envolvendo todos os lados. Como um país grande, acho dificil que a gente chegue num consenso sobre o assunto a não ser que exista uma motivação bem clara, mas acredito que a maioria da população ainda prefere a neutralidade, ou pelo menos essa é a posição que o congresso - que é eleito pela população - defende.

E existe ainda uma parte financeira da resposta. Saindo um pouco da fronteira virtual do jogo, o mundo hoje é mais caro que anos atrás e se por um lado a economia nacional mantem-se em patamares semelhantes aos de 6-7 anosa atrás, por outro convivemos com uma moeda cada vez mais desvalorizada. Isso significa que estaríamos em desvantagem financeira numa eventual guerra com outros países? Não sei te dizer com certeza. Talvez sim, talvez teríamos pessoas injetando dinheiro em packs, acho díficil te dar uma resposta concreta. Mas vou te dizer isso: se usarmos o ranking de power pack (o mais popular e acessível entre eles) como têrmometro, o Brasil normalmente mal mal fica no top 20. 9. euros para um salário minimo europeu (e vamos usar aqui a Bulgária por exemplo que tem dos menores salários minimos da União Europeia) fica em torno torno de 1% do vencimento bruto, enquanto no Brasil esse valor fica um pouco acima de 3% se usarmos o salário mínimo de São Paulo, a região mais rica do país. De novo, isso não significa que não tenhamos condições financeiras de disputa, mas se estamos falando de aproveitar o potencial social do Brasil (um país grande, com vários jogadores e várias contas fortes) em um conflito, temos que levar em conta o impacto que isso causaria em jogadores de diversos perfis ecônomicos que temos espalhados pelo país.

Em linhas gerais, a gente entende que a neutralidade é o que faz mais sentido pra gente *nesse mommento*. O mundo e - principalmente - o eMundo são bem dinâmicos então não posso dizer que seremos eternamente neutros. O que posso garantir é que levaremos sempre em consideração qual decisão é estrategicamente mais importante para nosso país, e não ceder a pressões/interesses externos.



VxOm: O eBrasil tem um saudável número de TWs. Como é feita a manutenção do contato com tantos países, e mantendo relações tão boas?


R.L: Eu diria que a maior parte dos países vem de um relacionamento duradouro que mantemos há anos. Nossa posição de neutralidade atrai parceiros de TW, mas acima de tudo, somos um país suficientemente estável para manter acordos comerciais como disponibilização de recursos e aluguéis de região. E isso cria uma boa reputação para o Brasil que é visto como excelente parceiro por governos de outras nações.

A partir daí o maior trabalho é manter os canais de comunicação abertos e manter uma política de cordialidade. Nem sempre as coisas acontecem da melhor forma e diversas vezes tivemos que "apagar incêndio" por um motivo ou outro. O mais importante nesses casos é manter o tom respeitoso e cordial, que ajudam a não escalar pequenos problemas em conflitos maiores.



Training Wars entre eBrasil e seus parceiros.


VxOm: Uma pergunta um pouco mais pessoal, atualmente o Sr. ocupa o cargo de presidente, mas já ocupou a cadeira de Ministro de relações exteriores. Para exercer esta pasta, é necessário ter contatos pessoais em outros países ou apenas a manutenção de acordos faz-se necessária neste estágio do jogo?

R.L: Eu digo pra todo mundo que o cargo de MoFA é talvez o que você menos "trabalhe", mas dos que mais "dá trabalho". Você pode pensar que o principal é saber falar inglês para ocupar o cargo. De fato, a barreira linguística é importante. São vários países com idiomas próprios e no fim das contas usamos o inglês como linguagem intermediária (com algumas exceções, claro), mas hoje em dia os tradutores on-line quebram esse galho de ótima forma.

O principal, mesmo, acredito ser você entender que as barreiras vão muito além dos idiomas. São pessoas diferentes, com histórias e culturas diferentes, que se manifestam, reagem e comportam-se de formas diferentes. E acho que isso é importante quando você ocupa um cargo em que precisa lidar com pessoas de vários lugares do mundo. Vou te dar um exemplo: somos, por natureza, um país que leva as coisas de forma mais leve, na brincadeira. Algum tema, assunto ou mesmo frase pode não ter tanto peso pra gente por não darmos tanta importância. Mas se você tenta abordar da mesma forma com países mais literais, ou que não tem uma cultura semelhante à nossa, o tradutor vai ter feito o trabalho dele: colocou a mensagem que você queria na linguagem que você pediu. A mensagem, porém, pode não ter sido recebida da forma que você transmitiu. E eu não estaria exagerando se te disse que já quase nos envolvemos em conflitos algumas vezes por simplesmente termos nos comunidado de forma ineficaz. Por esse motivo, acredito que saber se comunicar é mais importante do que saber a língua.

Tendo isso em mente, você não precisa ter contatos pessoais pra ser MoFA. Eu mesmo entrei sem conhecer ninguem. Quando comecei no cargo, entrei nos grupos que o eBrasil mantém com os parceiros e fui aos poucos me enturmando e conhecendo as pessoas. Mas pelo motivo que disse acima, acredito que um "estagiário de MoFA" seja diferente de um estagiário de outros cargos. Não tem muito trabalho (no sentido de tarefa) que o estagiário pode exercer e ir aprendendo sobre o cargo, mas sim uma skill (social) que você põe em prática diariamente mantendo relacionamento com pessoas/grupos diferentes. Como disse anteriormente, é um eMundo dinâmico e as vezes passam semanas sem acontecer algo, aí de repente tem que coordenar uma rotação, ou tem algum conflito pessoal que foi abordado no grupo dos governos. Brinco sempre que meu trabalho como MoFA é basicamente ficar falando abobrinha com outros países 🙂


Mais uma vez ficam os agradecimentos ao nosso presidente e ao tempo que dispôs para conceder uma entrevista tão completa!

Plenário do Senado Federal

Em um rápido disclaimer sobre política; acaba mais um mês e, com este, o meu mandato como congressista. Embora aguardando a confirmação dos votos - já que estou pleiteando uma reeleição - agradeço muito pela confiança do Partido Militar e dos cidadãos eBrasileiros que votaram e confiaram em nosso partido no último mês. Pensei em fazer um artigo justificando meus votos no plenário, mas não parece relevante tendo em vista que houveram apenas 2 projetos de leis fugindo da normalidade, sendo estes: Impeachment do Vidar18 (onde votei a favor pelo simples motivo de hue hue br) e o Ataque Aéreo contra a Moldávia para estabelecer TW.

Para o próximo mês, o PM lança V.E.G.E.T.T.O (atual ministro da defesa) como candidato a presidência do país. Este editor que vos escreve participará desta equipe do MoFA para o próximo mês, como auxiliar, tendo Rafael Lemann como ministro.


Após meu último artigo sobre os países que se encontram em alianças, e percebendo os números expressivos produzidos por países como Hungria - mesmo atualmente wipados (sem regiões) - me peguei ponderando sobre estes países. Nos comentários desta última edição, #6, recebi uma aula gratuita de eHistória por parte do Mr. Indigo (jogador que detém a 1ª posição nacional no ranking de nível e força) que abriu meus olhos para outras questões.

Agradeço aos entrevistados e planejo trazer uma análise um pouco mais focada em estatísticas e números no futuro, sendo este um artigo de visualização e introdução para apresentar estes países - e as pessoas que os compõem - ao nosso leitor.

Thirak,
Editor-Chefe do VoxOmni