[Mafalda # 14] Os Super-Jogadores e As Organizações Privadas

Day 770, 16:32 Published in Brazil Brazil by Dennys Asimov
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TO Admins: I´ve been reported by the org cited bellow. So I want to say:

&quot;Freedom of press is absolute (without breaking amendments 2, 2.1, 2.2, 3.1 and 3.2)&quot;

I have the right to say whatever I want and I think, since I didn´t lie a single line and I didn´t insult anyone! There´s no reason to report this article.
I have almost 40 answers cheering my text, giving me congrats and saying that they agreed with me. This is a text talking about how some orgs hire people for low wage and take good profits doing this.
I hope the freedon of press will be preserved.

Regards,
Dennys Asimov&quot;




EDITORIAL ESPECIAL
Os Super-Jogadores e As Organizações Privadas


Muitos cidadãos não vêem muita graça em trabalhar, treinar e comer, dia após dia. A isso chamamos de tédio. Para os cidadãos sem atividade política, empresarial ou militar, o êxtase máximo neste jogo é conseguir uma medalhinha de hardworker. Os 2-cliques mais sortudos, quem sabe, até uma de congressista. Se você fizer muita propaganda no Orkut, ou chamar aqueles seus amiguinhos nerds para entrar quem sabe você não consegue uma medalha de Formador da Sociedade! Aí sim você é o cara! Ninguém te segura!!

Pois bem. Caros amigos entediados. Como disse Sheakspeare: “Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia”. O eRepublik é muito mais do que isso. Como todo jogo, uma hora as novidades acabam e, para quem é viciado, não existem limites. Ele quer mais, quer mais sempre. E, por mais que as opções se esgotem, estas pessoas sempre acabam encontrando um jeito de conseguir mais, Mais, MAIS!

Como ter mais? Como poder muito mais? Como fazer algo tão grandioso a ponto de levar minha experiência no jogo além!? As respostas são muitas. Desde a criação de aplicativos suplementares ao eRepublik, sites, etc; até partir para o lado negro da força. Não estou falando de atos criminosos, como roubar senhas, hackear empresas ou seqüestrar jogadores (sic). Estou falando em criar uma simples Org para explorar novatos em benefício próprio.

Abrindo uma organização privada, você pode ser dono de tantas empresas quanto puder (e se não couber crie uma organização privada 2) e ainda poder convencer as pessoas a trabalhar de graça para você! Aham! Aí está o segredo dos super-jogadores! Várias empresas, mão-de-obra praticamente escrava e lucros exorbitantes! Mas lembre-se sempre de distribuir pão Q1 gratuitos, e uma ou outra arma Q1. Não se preocupe pois isso não vai nem arranhar seu fabuloso lucro.



Não culpem esses jogadores por tentarem. Eles não vão conseguir instituir a miséria mundial com tais práticas, nem tão pouco vão organizar TOvers em Repúblicas de Bananas pelo mundo. Eles são bacanas e agem dentro da lei! Nunca mais vamos nos preocupar com alimentação ou salário. Você será ajudado até alcançar o desejado posto de Field Marshal!! Até lá, trabalhe com afinco e faça sua empresa (e o seu super-jogador benemérito) prosperar!

Ultimamente surgiram vários anúncios na mídia brasileira de uma organização portuguesa chamada Pingüim Flu. É uma holding de empresas (mais as da Org. Pingüim Flu 2) que propõe justamente trocar a força de trabalho dos brasileiros em troca de salários irrisórios, armas, passagens, presentes e alimentação. Não parece tão mal à primeira vista, uma vez que guerrear e subir de patente é um objetivo almejado por todos os jogadores.

Observando mais atentamente porém, percebemos que a história não é bem essa. As armas são distribuídas sempre que possível e, somente pelo IRC. Todos os jogadores têm que doar para a organização 2 Gold todo mês. Se você for eleito congressista tem que doar 3 Golds! As melhores armas serão entregues apenas a pouquíssimos membros, até que estes subam de patente. Os novatos, além de doar 2 Gold, devem trabalhar um mês antes de participar da distribuição.

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Poderíamos simplesmente trocar o nome desta organização para ANON e chamar seus membros de channers, pois o conteúdo é o mesmo. A única diferença é que os pingüins fazem abertamente o que os veteranos norte-americanos faziam escondidos. Só faltou a condição de criarem contas fakes até o nível 6, entregar o ouro recebido à organização, dar TOver em algum país pequeno e roubar toda a riqueza deste. Ou será apenas uma questão de tempo?

Podemos estar presenciando o início de uma Era dos Latifúndios. Com a instituição de grandes organizações, verdadeiras holdings multifacetadas (I, II, III, IV...), donas de dezenas de empresas de mão-de-obra barata e lucros exorbitantes, financiadoras de golpes de Estado mundo afora com o único objetivo de enriquecer seus donos. E tudo abertamente na maior legalidade.

A própria Pingüim Flu é um negócio, uma franquia. Financiada por donos (ou sócios) de outras organizações semelhantes. Entre elas a Luso Grupo (de Nuno Vieira General), com mais de 90 golds doados, entre org e particulares como Henrique Buescu &quot;FM&quot;; a Org. Cherpedel Org Nort Brasil (de Kolozs); a Org. Colly Venezuela; a Org. New Born (de Giffs ex-jorge17) e, a maior delas, a IMHO Industries Org I eII (de Klavh e Lucifel). Todos os donos ou investidores particulares da Pinguim são Generais ou Field Marshals.

[img]http://www.aulaparticulardeingles.com.br/aulainglesparticular/business-english.PNG[/img]

Outros jogadores investem pesado na Pingüim Flu. Entre eles Andreok, Malagueta, Kolozs, Fermusita, Speedy, Morreja, Ric4rdo, oovelhanegra, Carpio, Khasin e Uchiha Igor. Estes são os verdadeiros beneficiários por trás desta organização. São jogadores da elite militar, congressistas, presidentes de partidos importantes e até e😜residentes de seus países. Muitos dos quais são Field Marshalls ativos em regiões estratégicas brasileiras, como North e Gauteng.

Este artigo argumenta diretamente sobre as intenções destas organizações privadas (ou milícias empresariais) que recrutam abertamente na mídia brasileira. É o escracho bem na nossa cara, correndo em valeta a céu aberto. É aquilo que muitas outras já faziam, mas no escondido. É DIREITO DA MÍDIA levar esses fatos ao conhecimento dos novatos, assim como DEVER DO ESTADO alertar seus novos cidadãos a não caírem neste conto do vigário e ainda, observar atentamente as atividades dos cidadãos acima citados nas regiões estratégicas brasileiras.



MAFALDA



Mafalda é, sem dúvida, a menina argentina mais conhecida do mundo. Foi criada pelo cartunista Quino para uma campanha publicitária em 1963. Foi publicada ininterruptamente durante 9 anos (1964-1973), traduzida ao redor do planeta, virou até embaixadora da UNICEF. As críticas presentes nas tiras de Quino permanecem atuais e o jeito Mafalda de ser, questionador e humorado, herdado por continuas gerações.

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Dennys Asimov (PIL)
Editor-Chefe do “A Mafalda”

ex-Congressista gestão (nov/dez)
Co-Diretor de Comunicação do PIL


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